terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Assinatura de Todas as Coisas <<< Resenha >>>

Querid@s, já disse aqui que sou leitora compulsiva? Pois sou e com orgulho. Essa semana terminei minha primeira leitura do ano: A Assinatura de Todas as Coisas. O livro, escrito por Elizabeth Gilbert (aquela de Comer, Rezar, Amar), é uma delícia de ler, mesmo com alguns trechos mais arrastados.


O comprei poucos dias antes do Natal. Primeiramente, a capa me atraiu. Depois vi quem era a autora e como sou fã, não resisti e trouxe para casa. Como não fazer isso, quando livro está custando $19,90 e conta com mais de 500 páginas? Achei que era um ótimo investimento e, se a história não fosse assim tão boa, também não perderia tanto.


Não é porque sou fã de Liz G., que saio comprando tudo o que ela escreve. Tenho o livro Comprometida e juro que nunca consegui acabar de ler, achei chatíssimo. Andei lendo resenhas sobre o A Assinatura e parece que os leitores estão em 50%-50% - metade achou chato, outra metade poético. Então vamos lá para o que eu achei.



A contracapa do livro apresenta a história de Alma Whittaker, uma mulher que nasceu na virada dos anos 1800, nos EUA. Então você começa a história curiosa com essa personagem, mas quem você encontra? O menino inglês, Henry Whittaker, que ajudava o humilde pai jardineiro a cuidar do jardim de um dos homens mais influentes da Inglaterra e do mundo.


Henry, pobre, quer ser como aquele homem e começa a se dedicar ao estudo do seu jardim. Logo passa a trabalhar para ele e, sempre focado em aprender, faz descobertas surpreendentes pelo mundo a fora. Então, ele se decepciona com seu patrão, porque o mesmo não lhe dá o valor que ele acha que merece.


Aposto que você se identificou com essa última frase, né? Quer saber o que Henry fez com a sua decepção? Virou as costas para o patrão, pegou o dinheiro que junto com afinco ao longo dos anos e foi investir tudo o que tinha e aprendeu na Holanda - porque admirava como os holandeses eram comprometidos com os seus negócios.

Logo ele casou com uma holandesa inteligente e rigorosa com educação e costumes, foi para os Estados Unidos - porque acreditava que era um País em crescimento e construiu um império lá. Foi nesse ambiente luxuoso que Alma nasceu. Com poucos anos, a pequena já começou a ser educada pela mãe, pegou gosto pela leitura, despertou seu lado curioso de ser e saia para pesquisar o mundo que era o seu jardim.

Sua mãe teve tantos outros filhos, mas nenhum sobreviveu. Até que ela se decidiu pela adoção e adotou a menina mais linda e delicada que alguém já tinha visto. Foi quando Alma se deu conta de que ela mesma era feia e isso é constantemente pontuado em todo o livro.

Os amigos, os amores, os serviçais vão aparecendo ao longo da trama, com personagens muito bem construídos. Também preciso enfatizar a riqueza de detalhes com que Liz Gilbert (na foto ao lado) tratou essa obra. Com um pai que era importador e exportador de plantas, e investidor do ramo farmacêutico, e uma mãe apaixonada por orquídeas, não era de se admirar que Alma amasse a botânica e esse lado botânico é ricamente trabalhado em toda obra. Você vai lendo e admirando o quanto a autora estudou para desenvolver com eficiência essa história. É quase um tratado da botânica.

É um romance com final feliz, pelo menos quando a pessoa aprende a viver com gratidão. A autora castigou Alma. Não bastasse ser grande, desengonçada e feia, ela nunca teve sorte com o amor (seja da irmã adotiva, seja dos homens que passaram por sua vida). Apesar de ser riquíssima, só viajou para fora da Filadélfia, onde nasceu, depois dos 40 anos - quando sua grande amiga Retta, adoeceu e para fora do País, depois dos 50 anos - a fim de encontrar respostas que lhe atormentavam a alma.

Foi quando viveu suas próprias aventuras e fez descobertas surpreendentes sobre a evolução das espécies. Mas a dúvida, o medo, a insegurança a fizeram perder anos questionando se publicaria suas descobertas ou não. Foi quando Darwin (sim, o Darwin, da evolução) publicou e foi um estouro no mundo. 

Alma não foi amada por quem gostaria; quando finalmente encontrou o amor, não foi de acordo com suas expectativas; e ainda perdeu a chance de ser reconhecida historicamente em todo o mundo por sua descoberta. Com tudo isso, o livro termina com ela agradecendo pela vida que teve e feliz.

O livro é cheio de grandes mulheres, que fizeram a diferença nos anos de 1700/1800 - de acordo com o que era possível na sociedade da época. Alma é uma dessas grandes mulheres, com a diferença é que ela é parecida com muitas de nós. Tem medos, insegurança, baixa estima, depressão e segue em frente. É uma pessoa que vale a pena conhecer.



Tradução: Débora Landsberg
Ficção
ISBN: 9788579622601
Editora: Alfaguara
Lançamento: 21/10/2013
Formato: 15 x 23
520 páginas

Quer ler um trecho do livro em PDF? Clica aqui.


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2 comentários:

  1. é muito bom vê-la de volta com assuntos tão variados...beijos

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    Respostas
    1. Obg Carlinha. Agora o blog é um compromisso, estarei sempre por aqui.

      Bjks

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